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A Eficácia da Dor

  • 22 de nov. de 2016
  • 2 min de leitura


No ballet a dor funciona assim: No início mal é sentida, depois a gente se pergunta se é maluquice fazer aquilo, em seguida nos perguntamos se vale a pena e, por fim, quando já é quase insuportável; a paixão por dançar e a vontade de ir além fazem qualquer coisa valer a pena. Então a dor vem com sorriso, com felicidade, com riso entre nós e as colegas pelas caretas que a dor provoca e as posições malucas que ficamos para poder atingir nossos objetivos. A realidade é que nunca tem um final, sempre é um começo. Começamos com um alongamento, depois tem a barra e uma pirueta, depois mais outra e na próxima aula de novo e no espetáculo várias, e é sempre assim.

E mais quantas outras coisas na vida exigem dor, mesmo não sendo física mas psicológica. Horas de estudo para a prova enquanto nos achamos os mais incapazes, o tempo que parece não passar quando estamos longe de quem amamos, a angústia que o medo do futuro trás… Mas o segredo é sempre esse: a dor molda, transforma. Cada novo resultado, cada vez melhor, vale uma imensidão de esperança. E sempre tem uma recompensa. A dor não é apenas um obstáculo mas é uma preparação para qualquer coisa que for feita com amor e dedicação, é o necessário para chegar a perfeição. Quando sentimos dor precisamos olhar para o alvo final, aonde ela vai nos levar, e mais ainda para o motivo de estarmos ali. Na dor, eu sempre oro: Deus, me ajuda porque é por Ti, é para Ti.

E que não esqueçamos que Jesus também sentiu dor e muito mais e que foi tudo por nós.

Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. Romanos 8:18 (nvi)

 
 
 

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