Chronos e Kairós
- 3 de nov. de 2016
- 2 min de leitura

Medir o tempo? Não se sabe mais como. Se parar por um instante para olhar no relógio já está atrasado para a próxima. São tantas tarefas a serem concluídas, e lá de cima ele observa, ele te espera, e espera, e espera… Talvez amanhã dê tempo, ou não. Chronos: tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, associado ao movimento linear das coisas terrenas, com um princípio e um fim. Kairós: Alusivo ao tempo de Deus. O tempo de Deus difere do nosso tempo físico (Chronos). Há tantas coisas, compromissos, diversão, gente querendo atenção. Viramos as noites para cuidar de tudo, somos manipulados pelos passa-tempos rápidos sem sair de casa para ir ao parque, viramos babás de adultos que cuidam de si próprios como se tivessem cinco anos. Esquecemos de viver nossas próprias vidas. Viver vem de vida, cada um tem a sua, cada um deve cuidar da sua, alguns esquecem disso e entregam suas próprias a terceiros e coitados destes, já não sabem de quem cuidar, por quem viver. Todo esse tempo parece tão pouco, mas é tanto para quem não vê um dia como mil anos e mil anos como um dia. Fomos agraciados de ver o tempo passar mais de vagar do que Ele e mesmo assim toda a segunda-feira reclamamos por não termos ido visitar nossos avós no final de semana. E nós nem percebemos. Muitos filhos? Um ou dois. Muitas cobranças a serem pagas? Aquelas que fazemos com nosso próprio cartão de crédito em mãos. Muitas tarefas? Preocupações nem sempre tão necessárias. É só parar para pensar. Mas é claro, não há mais tempo para parar, muito menos para pensar por nós mesmos. Há tantas risadas demoradas mas menos papo saudável nos encontros entre amigos. Tanta coisa fútil enquanto o útil é esquecido. Tantos smartphones mas menos olho no olho para serem faladas as verdades. Vidas de mentira. Pessoas que agem em seu dia-a-dia sem nem pensar no que estão fazendo agora, muito menos no que acontecerá amanhã. Chronos merece atenção, Kairós merece muito mais. De que vale nossa vida agora se a eterna for perdida? Ela está sendo esquecida. Os valores estão sendo trocados, o importante deixado de lado. Nosso lugar não é aqui. As únicas tarefas que possuímos aqui é adorar e levar Cristo às nações. Ao contrário de Augustus Waters, não quero ser lembrada por ter feito algo de significativo, não quero ser lembrada por quem fui, mas quero que as coisas as quais fiz pelas pessoas, pelo Reino, sejam significativas por terem mudado histórias. As coisas terrenas que fazemos são pouco e perdemos nossas vidas passando o tempo todo tentando alcançá-las, se alguns de nós tivermos sorte seremos lembrados por estas coisas por algum tempo, mas se focarmos nas coisas dos céus as obras as quais fizermos mudarão gerações. Hoje te convido para ser como Abraão, um pai de multidões. Não esqueça do seu chamado. Lembre de você e de quem ama. Menos Chronos, mais Kairós.

Comentários